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Gabriel, um corinthiano
Domingão, Dia das Mães, Gabriel quer ver a volta do Corinthians à elite do Brasileiro. O adversário é o poderoso Internacional. O pai tenta argumentar: "Filho, o Ronaldo não vai jogar, o Mano vai poupar mais gente. Não é melhor deixar pra outro dia?". A resposta é imediata: "Pai, eu não torço pro Ronaldo, eu torço pro Corinthians". Sem mais argumentos, o pai carregou o filho pro estádio e juntos viram um time ainda mais desfalcado do que o imaginado perder por 1 a 0 para o Inter, que venceu, é verdade, mas decepcionou por tudo aquilo que pode render. Tirando é claro o gol antológico de Nilmar. Dá pra entender os argumentos de Mano Meneses. Ok, a prioridade agora é a Copa do Brasil, mas houve um exagero na dose. Se Dentinho, Douglas e Alessandro estavam no banco é porque tinham condições de jogar. Dentinho e Alessandro, aliás, entraram no segundo tempo e quase mudaram a história do jogo. Não era apenas um jogo do Brasileirão, era a volta do gigante adormecido ao lugar de onde não deveria ter saído, mas saiu pela incompetência e pelos desmandos dos cartolas. O coringão voltou, como canta a torcida, mas no Brasileirão ainda não.
Escrito por tieppo às 05h09 PM
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Craque globalizado
Ronaldo já havia insinuado o que seria capaz de fazer ainda no Cruzeiro, aos 17 anos. A facilidade para marcar gols e os dentões já estavam lá, só o corpo ainda era franzino, bem diferente de agora. O problema é que Ronaldo foi embora muito, muito cedo. A média impressionante de gols continuou no PSV, da Holanda, depois no Barcelona, no Real, na Inter, na Seleção. E lá fora o nosso craque globalizado ganhou o apelido de Fenômeno. A gente se acostumou a ver o atacante pela TV, os golaços, as arrancadas, as graves contusões, as voltas por cima, o pentacampeonato. Ele sempre foi real, mas estava longe e só dava o ar da graça por aqui em amistosos ou eliminatórias. Ter o Fenômeno por perto causou um alvoroço, antes mesmo da estréia. E agora oito gols depois, dois antológicos na primeira partida da decisão do Campeonato Paulista, é como se a gente se beliscasse e pensasse: caraca ele é real. Ronaldo faz até os rivais tirarem o chapéu, basta ler o que o santista José Roberto Torero escreveu na Folha dessa semana. Palmeirenses e, principalmente, são paulinos, já tinham sido vítimas também do Fenômeno. A Seleção parece ser só uma questão de tempo.
Escrito por tieppo às 05h07 PM
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Ronaldo pra inglês ver
O Corinthians é o legítimo campeão mundial interclubes de 2000, assim como o São Paulo é tricampeão, o Santos é bi e por aí vai, apesar das brincadeiras dos torcedores rivais que acusam os corintianos de não terem passaporte, etc e tal. E aí começa uma discussão tola e sem fim, porque os corintianos rebatem lembrando que antes o Mundial Interclubes não tinha o carimbo da Fifa. Mas embora tenha conquistado o mundo nove anos atrás, uma coisa é certa: a fama mundial para o alvinegro só chegou agora com Ronaldo. Antes mesmo de o Fenômeno estrear, o Timão já era notícia em jornais da Espanha, Itália, Inglaterra e por aí vai. Eu já tinha percebido isso em Milão, quando os taxistas ao comentarem sobre futebol brasileiro, diziam conhecer o Corinthians por causa de Ronaldo, que até então ainda era uma incógnita. Na quarta-feira passada no Pacaembu, vinte mil torcedores foram ver Corinthians e Ponte, entre eles dois ingleses, um torcedor do Tottenhan, outro do Liverpool. Eles estavam lá por causa de Ronaldo e não escondiam a surpresa com os dois gols e a atuação do atacante. Se os corintianos se irritaram com o empate no final do jogo, para a dupla a satisfação foi garantida e eles tinham boas histórias para contar na volta pra casa. Ronaldo atrai torcida, mídia e o mais importante: ele ainda sabe fazer gols. Mas apesar da longa invencibilidade corintiana, é cedo para saber se o time vai fisgar títulos no tal ano fenomenal. Por falar em títulos, o pedido de clubes como Palmeiras, Santos e Fluminense para contar como títulos brasileiros os torneios conquistados antes de a competição ser chamada assim, é justo. Se a CBF concordar, Verdão e Peixe ficarão com oito canecos cada um e ficarão na frente do tricolor paulista, que faturou o brasileiro seis vezes.
Escrito por tieppo às 01h53 PM
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A volta dos que não foram
Eles foram dados como acabados, aposentados e chamados de ex-atletas, mas Rubens Barrichello e Ronaldo mostraram que sempre há chance para um recomeço, há sempre a possibilidade de uma segunda chance. Ok, talvez seja cedo para prever um ano de conquistas para Rubinho e Ronaldo. No caso do piloto, por exemplo, ele estava desempregado dez dias atrás e parecia ser o único a acreditar que haveria pelo menos mais um ano de Fórmula 1. Barrichello estava certo, mas nem nos seus sonhos mais otimistas aparecia um carro tão veloz como esse da Brawn. Se vai brigar pelo título? Quem é que sabe, mas seria um prêmio para tanta perseverança e por vezes muita incompreensão. Para Ronaldo, o fim também parecia próximo, pela séria contusão e pelo amor exagerado pelas noitadas. Mas ele voltou, fez gols e mostrou o quanto um jogador fora de série faz a diferença, mesmo com uns quilinhos a mais. Ele está muito acima da média, mesmo levando-se em conta que nosso nível técnico anda baixo. Mas como nem tudo é perfeito, teve gente que voltou e já devia ter ido há muito, muito tempo. Collor, o presidente derrubado pela corrupção, depois de ser eleito pelo Senado, agora pegou uma das mais importantes comissões e vai fiscalizar o PAC. E por quem foi apoiado? Por Sarney, outro que já deveria ter nos dado a honra de sua ausência há algumas dezenas de anos. Para quem não tem memória, na campanha de 89, Collor chamava o governo Sarney de o mais corrupto da história. O Brasil é mesmo o país da piada pronta.
Escrito por tieppo às 04h39 PM
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Admirável chip novo
Perdi meu cartão do banco e tive que pedir um novo, que chegou depois do Carnaval. Achei que meus problemas estivessem resolvidos, doce ilusão. Não consigo usá-lo, acreditem, no caixa da agência em que eu tenho conta, porque eles não conseguem validar o chip. A explicação do gentil caixa foi a melhor: "O chip do cartão é tão moderno que é impossível ser clonado, fraudado, etc e tal. Mas como ele veio do Japão, ainda não funciona aqui. Eles ainda vão atualizar todas as agências e caixas eletrônicos". Sensacional! Eu continuo sem poder usar o cartão, mas o mais estranho de tudo é que em restaurantes, bares e comércio em geral, o tal cartão funciona. Admirável chip novo! E por falar em novo e novidade, Ronaldo vem aí. Depois das baladas, da loucura dos torcedores daqui e do interior, o Fenômeno vai ficar no banco contra o Itumbiara e deve estrear. Palavra do técnico Mano Meneses. Da série perguntar não ofende: Antonio Carlos caiu por que levou Ronaldo pra balada, certo? Demissão merecida, mas levar o craque para acompanhar ensaio da Gaviões da Fiel, pode? Andres Sanches precisa ser mais presidente e menos torcedor. Precisa parar de fazer média com a maior torcida organizada do clube e presidir para todos os corintianos. Foi pra isso que ele foi eleito.
Escrito por tieppo às 04h43 PM
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Quem é o melhor?
O Esporte Espetacular criou um quadro com pinta de discussão de botequim e que agradou gregos e troianos: "Quem foi o melhor?" ou em alguns casos "Quem é o melhor?", como na última disputa entre Rogério Ceni e Marcos, vencida pelo goleiro palmeirense. As comparações são sempre inevitáveis e por vezes viram discussões acaloradas e apaixonadas. Eu lembro que no início da década de 80, um Globo Repórter foi feito para saber quem era o melhor: Sócrates ou Zico? Alguns anos depois, na Copa América de 97, na Bolívia, o flamenguista Toni Assis tentou ver como andava a popularidade do Galinho por lá e não se deu muito bem. Ao perguntar sobre Zico, o taxista respondeu: "Zico é muito bom, mas Sócrates foi melhor". O bom amigo Toni Assis teve que me aguentar pelo resto da viagem. Mas apesar de ser fã incondicional do Magrão, reconheço que Zico foi mesmo mais completo, o que o próprio Sócrates sempre disse, inclusive no tal Globo Repórter. E aproveito par dar o pitaco final: na disputa dessa semana, sou mais Careca que Bebeto, mas acho que o bom atacante baiano vai levar a melhor, porque foi campeão mundial em 94. Mas que Careca foi melhor, isso foi.
Escrito por tieppo às 07h46 PM
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Na piscina
Eu não lembro da data correta, mas durante uma pré-temporada do Palmeiras, os jogadores atiraram o amigo Eduardo Afonso, então na Rádio Bandeirantes, na piscina. Escrever uma página inteira do clube não era tarefa fácil e acabei mandando uma notinha sobre a brincadeira dos boleiros e citei o Edu. Só que o editor de A Gazeta Esportiva guardou a nota e publicou só no dia seguinte, o que fez o pessoal da rádio achar que tinham atirado o Eduardo Afonso outra vez na piscina. Esse negócio de segurar matéria geralmente não dá certo (he he he). Também já fui vítima da brincadeira da boleirada, só que do Corinthians. Em 99, em Atibaia, os jogadores conseguiram jogar quase todo mundo na piscina. Acho que o único que escapou foi o Toni Assis, que até hoje se orgulha disso. Eu achei que tinha driblado a boleirada, mas eis que de repente quem aparece de surpresa? Nivaldo. Quem? Pois é Nivaldo, então terceiro goleiro corintiano. Além do mico de cair na piscina com roupa e tudo, ainda tive que aguentar a gozação dos coleguinhas: "Pô, tá sem moral, foi pego pelo reserva do reserva". Antes da queda, ainda negociei com jogadores como Ricardinho e Dinei pra tirar o tênis e a meia. Eles concordaram, mas de nada adiantou. Um revoltado César Augusto, que tinha sido jogado um pouco antes, atirou meu tênis e minhas meias logo depois e se justificou: "eu não tive essa chance". Que amigo! Aliás um bom amigo e companheiro de treinos e jogos pela vida.
Escrito por tieppo às 05h55 PM
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Futebol na Rua
Eu sou do tempo em que se jogava futebol na rua, bons tempos aliás. Só que o post não é uma lembrança de infância. É um pouco mais recente e envolveu alguns marmanjos jornalistas, que resolverem matar a saudade em uma avenida de Atibaia. Em 1997, Corinthians e Palmeiras ficaram na mesma cidade, Atibaia, e uma penca de coleguinhas foi fazer a cobertura. Eu e João Henrique Pugliese cobríamos o Palmeiras; Mauricio Noriega e Luis Augusto Simon, o Corinthians. Todos trabalhavam em A Gazeta Esportiva. Depois de encerrado o expediente, fomos até uma pizzaria já tarde da noite. No final, na madrugada, alguém teve a brilhante idéia de fazer um contra na avenida principal de Atibaia, que estava vazia. De um lado, os gazeteiros, do outro José Baptista e Sérgio Lorena, do Diário Popular, Luciano Signorini, assessor corintiano, e Eduardo Afonso, da Rádio Bandeirantes. O envolvente time da Gazeta, com Menon na zaga, Nori na armação, eu e João Henrique na frente, meteu um chocolate no time rival. No último gol, eu soltei um "chupa, Zé Baptista!". O saudoso e inesquecível Zé se revoltou e deu um chute em uma das pedras que servia de gol. A pedrada acertou a canela de Noriega. Ainda revoltado, Zé deu um bico na bola que ele tinha comprado pro filho e se mandou de lá. Depois de meia hora, mais ou menos, ele voltou e se desculpou com todos: "Desculpa, mas pô futebol é a vida da gente". Grande José Baptista, repórter dos bons, ninguém cobriu a Portuguesa como ele e a agenda de telefone dele era invejável. Com certeza, deve estar batendo uma bolinha no céu.
Escrito por tieppo às 07h13 PM
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Abbey Road
Foi uma longa caminhada. O amigo Lédio Carmona conhecia Londres muito bem, mas acho que ele se perdeu no meio do trajeto, ou então o estúdio de Abbey Road era mesmo muito distante do hotel onde estávamos instalados. Pra falar a verdade, como eu não conhecia a cidade, essa foi minha única sugestão de passeio: ir aé a famosa rua Abbey Road, aquela do famoso álbum dos Beatles, em que os quatro atravessam a rua. Lédio até gosta de Beatles, mas não ao ponto de entender o significado e a importância daquela rua para a música pop. "Pô, Tieppo, que mico, não tem nada pra conhecer aqui". Bom, eu aproveitei para fazer uma foto atravessando a rua, imitando os Beatles. Ok, isso não foi nada criativo, mas para um beatlemaníaco já tinha valido a pena ter caminhado tanto. Felizmente, acho que o Lédio esqueceu do tal mico em algum pub pelo caminho de volta. Foi uma boa semana de folga, depois do trabalho pesado e da ressaca pelo vice-campeonato mundial do Brasil, em 98.
Escrito por tieppo às 07h11 PM
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Uma pontinha
Eu já participei de um filme, mas faz tempo. 1986, época do Plano Cruzado. Para completar a jornada de trabalho, no departamento pessoal do hospital Beneficência Portuguesa, a gente tinha que trabalhar meio período no sabadão. Primeiro emprego que bancou o cursinho no Etapa.
Como todo sábado, saíamos do escritório ao meio-dia e íamos lanchar e tomar algumas cervejas no Nova Era, do lado da estação Vergueiro do metrô. Em um desses sabadões, chegou a turma da produção do filme "Besame Mucho", baseado na peça do Mário Prata, e eles nos convidaram pra fazer uma ponta no filme.
Pra quem assisitiu o filme, nós gravamos a parte em que os três casais protagonistas (José Wiilker e Glória Pires, Antônio Fagundes e Cristiane Torloni, Paulo Betti e Giulia Gam) vão ao cinema. As cenas foram gravadas em um cine na Liberdade.
Recentemente, acho que no ano passado, o Canal Brasil passou o filme. Eu só tinha visto uma vez, na época em que ele esteve em cartaz e gostei do que vi. Recomendo aos que nunca assistiram o filme dirigido por Francisco Ramalho Jr. darem uma procurada pelas locadoras da vida, mas já vou avisando que a tarefa não é fácil.
Besame Mucho narra em discurso retroativo a trajetória dos casais amigos, mostrando o romance no interior, o casamento, o sexo, a carreira profissional, os fatos políticos das décadas de 60 e 70, e a música "Besame Mucho", interferindo em suas vidas.
Eu apareço rapidamente, claro, mas dei sorte porque fiquei na fileira em que sentavam Antonio Fagundes e Cristiane Torloni. E, como eu era solteiro na época, devo confessar que eu também estava bem acompanhado, não tanto como hoje, é claro.
Escrito por tieppo às 05h58 PM
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O mundo anda tão complicado
Sim, amigos é nome de uma letra do Legião Urbana, simpática, que fala de mudança, do casal esperando as coisas chegarem na nova casa. Mas o blog só roubou o título da música pra falar de outros assuntos.
O mundo anda tão complicado. A fé que move montanhas é a fé cega que causa desabamento e quem é que vai pagar por isso, como diria Lobão? Provavelmente, ninguém, porque tragédias como a queda do avião da TAM ou tantas outras logo caem no esquecimento ou na morosidade da Justiça.
O mundo anda tão complicado. A crise está aí e os patriotas empresários, preocupados com ela, têm a salvação na ponta da língua. É só reduzir a jornada de trabalho e os salários. Genial, não? Mas claro sem garantia de emprego. E eles entram com o quê nessa história?
O mundo anda tão complicado. Reforma ortográfica. Ideia sem acento, para (o verbo) sem acento. Ficou esquisito.
O mundo anda tão complicado. Vale mais falar do que fazer. Vale mais vencer a qualquer custo do que perder com dignidade.
O mundo anda tão complicado, mas a luta continua. A bola está com Obama, mas como fugir das regras do jogo?
O mundo anda tão complicado, mas a bola já está rolando e o Paulistão promete, ah promete. O Palmeiras já venceu a primeira.
Amanhã, o blog volta ao futebol.
Escrito por tieppo às 07h12 PM
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Osmar Santos
No próximo dia 25 de janeiro, além do aniversário da cidade de São Paulo, o comício das Diretas Já!, na praça da Sé, vai comerar o jubileu de prata. Vinte e cinco anos de uma luta que não acabou ali. Naquele dia, Sócrates prometeu não deixar o país, se a emenda Dante de Oliveira fosse aprovada pelo Congresso. Não foi e ele se mandou, mas a cena inesquecível entrou para a história.
A voz daquele comício e de tantos outros pelo país foi de Osmar Santos, o garotinho bom de bola, que apresentou com maestria tantas manifestações democráticas. Bons tempos, em que se sabia de que lado se deveria ficar.
Osmar Santos revolucionou as transmissões esportivas. Com frases como "É fogo no boné do guarda", "Pimba na gorduchinha" e tantas outras ele cativou uma nova geração de ouvintes.
E para quem acha que Osmar se empenhou na luta democrática só na campanha das Diretas Já!, é bom ouvir com atenção a narração do gol histórico de Basílio na final do Campeonato Paulista de 77 (link abaixo).
Estávamos na ditadura e um empolgado Osmar comemorava a vitória de um povo sofrido, etc e tal. Vale a pena ouvir de novo e prestar atenção. É de arrepiar para quem é corintiano ou não.
http://br.youtube.com/watch?v=WDk7GNcGP_g&feature=PlayList&p=A8D39E2BD1EA9098&playnext=1&index=20
Escrito por tieppo às 08h08 PM
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A arma dos jogadores
Andrés Sanches, o presidente corintiano, reclamou da atitude de Herrera, que antes não dava entrevistas (na verdade ele falava de 20 em 20 dias em coletivas e após os jogos) e agora vira e mexe aparece nos sites, rádios e jornais falando da falta de acerto com o Corinthians.
Herrrera de fato era avesso a dar entrevistas exclusivas, assim como Tevez. Só no final da campanha corintiana na Série B, depois do acesso garantido, é que ele aceitou dar uma bela entrevista exclusiva ao repórter Bruno Laurence, no Esporte Espetacular. E lá ele já parecia prever o quanto seria difícil permanecer no Corinthians.
O jogo que Sanches faz é injusto. Quer dizer que o jogador só pode falar se for pra elogiar? Dentro de campo, que é o que vale, ele cumpriu seu papel. E é claro que interessa pra ele mostrar seu descontentamento. Ele está usando o poder da imprensa, mas se não tivesse virado ídolo da torcida ninguém daria bola pra ele.
Aliás, os jogadores adoram e sabem fazer isso muito bem. Lembro de dois casos curiosos. Edmundo, então no Corinthians, estava sem dar entrevistas há um tempão. Naquela manhã, só eu, então no Notícias Populares, e Márcio Trevisan, de A Gazeta Esportiva, estávamos no clube, porque como também tinha treino à tarde, todo mundo preferiu chegar depois.
Acabou o treino, Edmundo veio todo simpático. Ele conhecia o Márcio da época do Palmeiras e veio puxando papo. "Aqui tá difícil, os caras não me pagam, o presidente Dualib me passou um cheque sem fundo". Manchete garantida, voltei pra redação e o NP estampou na capa: "Edmundo chuta o balde".
Lembro que no dia seguinte, o amigo Trevisan me ligou dizendo: "pô, mas ele foi todo simpático, não chutou o balde". Eu argumentei que simpático ele tinha sido mesmo, mas que dizer que não recebia e que tinha pego um cheque sem fundo era um baita chute no balde, ora bolas.
Alguns anos depois, estávamos eu e Luiz Ademar, em Atibaia, acompanhando a pré-temporada corintiana. Eu pela Gazeta, ele pelo Diário. Depois do almoço, um jogador encostou na gente e foi logo falando: "aqui tá difícil, cobram muito (Luxemburgo tinha acabado de assumir) e não pagam o salário em dia".
Mais uma manchete garantida e mais uma vez a boleirada usava a imprensa a seu favor. Bom pra eles, bom pro jornal e bom para o leitor, que ficou bem informado.
Escrito por tieppo às 08h04 PM
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Enquanto a bola não rola
O massacre é chamado de guerra. E na exagerada Itu, simpática cidade paulista, Ronaldo é acompanhado diariamente por um batalhão de jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas. Exagero?
Talvez, mas em um país acostumado a ver seus craques se mandarem cada vez mais cedo, ver um campeão do mundo de volta, mesmo com uns quilinhos a mais, justifica tal empreitada, que diga-se não é apenas obra da imprensa nacional. Ronaldo é pop.
Enquanto a bola não rola, a Copinha é sempre uma boa diversão, apesar do exagero de times, empresários, etc e tal. A bola está com eles até os Estaduais começarem, o que sempre ocorre, infelizmente pra molecada, antes da decisão do título.
Enquanto a bola não rola, é curioso ver a insistência de jogadores como Viola, que agora vai defender o Resende, no Campeonato Carioca. Ou ver como o Vasco, que quer dar a volta por cima, ainda acredita em Carlos Alberto.
Enquanto a bola não rola, é duro constatar que a ingratidão não combina com um Corinthians que se pretende fenomenal. Não há cotação de dólar, dívidas e falta de dinheiro no caixa que justifiquem comportamento tão frio com o argentino Herrera. O gringo guerreiro merecia mais carinho.
Escrito por tieppo às 07h49 PM
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Feliz Ano Novo
2009 vem aí e o blog sai de campo por um curto período. 2009 será fenomenal, como sonha o marketing corintiano? Será de Obama, como sonham os norte-americanos e quase o mundo todo? Será de Libertadores como sonha o Muricy? Será de crise ferrenha? Será de Felipe Massa? A seleção ainda será de Dunga?
O blog não tem bola de cristal, mas entra na onda de alto astral que nos toma de assalto a cada virada de ano e deseja aos amigos, antigos e novos, conhecidos e desconhecidos, muita paz, saúde, amor, dinheiro no bolso e felicidade a toda prova.
E que principalmente a esperança não dure apenas um dia, uma semana, um mês. Que ela persista, apesar das injustiças, das tragédias, da miséria, dos altos e baixos da vida.
Até janeiro!
Escrito por tieppo às 07h15 PM
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